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Política de Segurança da Informação

Última atualização: 8 de outubro de 2026

1. Para que serve esta política

Esta política reúne as regras e as medidas com que a Cliniu Desenvolvimento de Software Customizavel LTDA protege as informações que passam pela Cliniu — principalmente os dados de saúde que as clínicas registram aqui. Ela vale para o sistema, para a infraestrutura e para todas as pessoas que trabalham ou prestam serviço para a Cliniu.

A base é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei nº 13.709/2018), que pede medidas técnicas e administrativas para proteger dados pessoais (art. 46). Usamos como referência de boas práticas as normas ABNT NBR ISO/IEC 27001 e 27002 — a Cliniu não é certificada nelas, mas segue a mesma lógica.

2. Princípios

  • Sigilo: cada informação só é vista por quem tem motivo para vê-la.
  • Integridade: os dados não são alterados nem apagados sem uma ação legítima de quem tem permissão.
  • Disponibilidade: quem tem acesso encontra os dados quando precisa, inclusive com a conta em modo de leitura.
  • Menor acesso possível: pessoas e sistemas recebem só o acesso necessário para a sua função.
  • Rastreabilidade: o que é sensível deixa registro.

3. Cada clínica no seu espaço

Todas as clínicas usam o mesmo sistema, mas os dados de uma nunca aparecem para outra. A separação é aplicada no próprio banco de dados, por regras de segurança em cada tabela (Row Level Security): mesmo que uma tela tivesse um erro, o banco recusaria entregar dado de outra clínica. Testes automatizados tentam, de propósito, ler e gravar dados de uma clínica a partir de outra, para garantir que a barreira continua de pé.

4. Quem vê o quê dentro da clínica

O dono da conta define o papel de cada pessoa da equipe e as permissões extras — por exemplo, quem vê a gestão financeira ou as comissões. Essas permissões também são conferidas no banco de dados, não só escondidas na tela. Quando alguém sai da equipe, o dono desativa o acesso, e a pessoa deixa de entrar na hora.

5. Login e senha

  • A senha tem no mínimo 12 caracteres e é guardada cifrada (hash), nunca em texto. Ninguém na Cliniu consegue lê-la.
  • Há limite de tentativas de login e de recuperação de senha, para barrar quem tenta adivinhar senhas.
  • Um volume anormal de tentativas recusadas gera um alerta automático para a nossa equipe.
  • A recuperação de senha é feita por um link enviado ao e-mail cadastrado, que expira.
  • A Cliniu nunca pede a sua senha por e-mail, telefone ou WhatsApp.

6. Criptografia

  • Toda comunicação com a Cliniu usa HTTPS (TLS), e o navegador é instruído a nunca abrir o site sem criptografia.
  • O banco de dados e os arquivos ficam cifrados no disco do provedor de infraestrutura.
  • Os dados de cartão vão direto para o processador de pagamento e não ficam guardados na Cliniu.

7. Arquivos e imagens clínicas

Fotos, exames e documentos dos pacientes ficam num armazenamento privado, separado por clínica. Eles não têm endereço público: cada vez que alguém com permissão abre um arquivo, o sistema gera um link temporário, que expira em até uma hora. No envio, conferimos o tipo e o tamanho do arquivo e só aceitamos formatos de imagem e PDF.

8. Proteções do site

O site e o sistema enviam ao navegador instruções de segurança que limitam de onde scripts podem ser carregados, impedem que as páginas sejam embutidas em sites de terceiros e evitam o vazamento de endereços entre sites. O console interno da Cliniu roda num endereço separado do sistema das clínicas, para que uma falha num não alcance o outro.

9. Registros e rastreabilidade

  • Ações sensíveis no sistema — sobre prontuário, financeiro e documentos — ficam registradas com autor, data e hora.
  • Os registros de acesso são guardados por no mínimo 6 meses, como exige o Marco Civil da Internet.
  • Tentativas de acesso recusadas ficam registradas com o IP de origem.
  • Toda ação da equipe da Cliniu no console interno fica numa trilha que não pode ser editada nem apagada.

10. O que a equipe da Cliniu acessa

Para dar suporte, a equipe da Cliniu usa um console interno que mostra só configuração, estado da assinatura, contagens e erros de integração — o necessário para responder perguntas como “por que a nota não sai?” ou “por que não consigo editar?”. O console não mostra prontuário, anamnese, imagens clínicas nem a lista de pacientes, e não permite entrar na conta da clínica como se fosse ela.

O acesso direto ao banco de dados de produção é restrito aos responsáveis técnicos da Cliniu e usado só para manutenção, correção de falhas ou cumprimento de ordem legal. Toda pessoa que trabalhe ou preste serviço para a Cliniu com acesso a sistemas assume, por escrito, o dever de sigilo, recebe só o acesso que a função exige e o perde ao deixar a função.

11. Infraestrutura e fornecedores

O banco de dados, o login e os arquivos ficam na Supabase, em servidores em São Paulo. O sistema roda na Vercel, também em São Paulo. Os dois fornecedores passam por auditorias independentes de segurança (SOC 2).

Antes de integrar um fornecedor novo, avaliamos como ele protege os dados, e enviamos a cada um só o que ele precisa. A lista completa de fornecedores está na Política de Privacidade.

12. Cópias de segurança e continuidade

O banco de dados tem cópias de segurança automáticas diárias, mantidas pelo provedor de infraestrutura. Além disso, o próprio sistema evita perda de dado: pacientes são arquivados, não apagados, e nenhum dado é apagado por atraso de pagamento ou cancelamento — a conta só passa a modo de leitura.

13. Desenvolvimento seguro

  • As partes mais sensíveis — isolamento entre clínicas, armazenamento de arquivos, pagamentos e avisos de parceiros — têm testes automatizados próprios, que rodamos sempre que essas partes mudam.
  • Os avisos que chegam de parceiros (pagamento, nota fiscal, WhatsApp) só são aceitos com assinatura ou chave válida.
  • Senhas e chaves de serviços ficam em cofres de configuração, nunca no código.
  • Fazemos testes de segurança periódicos, inclusive testes de invasão, e mantemos as dependências do sistema atualizadas.

14. Incidentes de segurança

Se houver suspeita de incidente, agimos em quatro passos: conter o problema, entender o que aconteceu e o alcance, corrigir a causa e comunicar. A clínica afetada é avisada sem demora, com as informações de que precisa para, como controladora, decidir sobre a comunicação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e aos pacientes — e a Cliniu dá todo o apoio técnico. Quando o incidente envolver dados de que a Cliniu é controladora, nós mesmos comunicamos a ANPD e as pessoas afetadas nos prazos da regulamentação.

15. Encontrou uma falha?

Se você acha que encontrou uma vulnerabilidade na Cliniu, escreva para contato@cliniu.com.br com o assunto “Segurança”, descrevendo o que achou e como reproduzir. Respondemos em até 5 dias úteis.

Enquanto investiga, pedimos que você:

  • não acesse, altere nem guarde dados de outras pessoas;
  • não prejudique o funcionamento do sistema;
  • dê um prazo razoável para corrigirmos antes de divulgar.

Quem relatar de boa-fé e seguir esses cuidados não sofrerá nenhuma medida da Cliniu por isso.

16. A sua parte

A segurança também depende de como a clínica usa a Cliniu:

  • use uma senha forte, só sua, que você não use em outro lugar;
  • não compartilhe login — cada pessoa da equipe tem o seu;
  • desative na hora o acesso de quem sair da equipe;
  • bloqueie a tela do computador e do celular quando se afastar, e mantenha o navegador atualizado;
  • desconfie de mensagens que pedem senha ou código em nome da Cliniu: o endereço oficial é sempre cliniu.com.br;
  • se notar algo estranho na conta, troque a senha e avise a gente.

17. Revisão

Esta política é revista pelo menos uma vez por ano e sempre que o sistema ou a lei mudarem de forma relevante. Ela complementa os Termos de Uso e a Política de Privacidade.

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