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Laboratório de prótese: como controlar pedidos e prazos

Equipe Cliniu · Atualizado em · 4 min de leitura

A prótese atrasou, o paciente já está na cadeira, e ninguém sabe se o trabalho saiu do laboratório. Quase todo consultório que faz prótese conhece essa cena. O problema raramente é o laboratório: é a falta de controle do que foi enviado, quando volta e em que etapa está. Veja como organizar os pedidos, o que não pode faltar na ordem de serviço e como levar o custo do laboratório para o orçamento.

Profissional confeccionando uma prótese dentária com instrumentos
Foto: Unsplash

O fluxo de um trabalho protético

Todo trabalho passa pelas mesmas etapas. Ter essas etapas escritas, e saber em qual delas cada caso está, é metade do controle.

  1. Moldagem ou escaneamento no consultório
  2. Ordem de serviço preenchida e enviada com o modelo ou o arquivo
  3. Confecção no laboratório
  4. Prova no paciente, quando o trabalho pede
  5. Ajustes e volta ao laboratório, se necessário
  6. Instalação e registro no prontuário

A ordem de serviço completa

Ordem de serviço incompleta é a maior causa de retrabalho: o laboratório decide sozinho o que você não escreveu. Use um modelo padrão e não envie sem estes campos.

Campos da ordem de serviço para o laboratório de prótese.
CampoExemplo
PacienteNome ou código interno, sem dados clínicos além do necessário
Dentista e contatoNome, CRO e telefone para dúvidas
TrabalhoCoroa, prótese parcial, total, protocolo, placa
Dentes ou regiãoNumeração FDI: coroa no 36
MaterialZircônia, dissilicato, metalocerâmica, resina
CorEscala usada e a cor escolhida, com foto se possível
Etapa pedidaEstrutura para prova, trabalho finalizado
Data de envio e prazoEnviado em 21/10, prova em 28/10
ObservaçõesDetalhes anatômicos, contatos, oclusão
Próteses dentárias organizadas em um suporte

Controle os prazos de trás para frente

O prazo que importa é o da consulta do paciente. Marque a prova ou a instalação depois do prazo combinado com o laboratório, com um dia de folga, e confirme o retorno do trabalho na véspera da consulta.

Um quadro com o que está fora

A forma mais simples de não esquecer trabalho é um quadro com colunas por etapa: enviado, no laboratório, voltou para prova, ajuste, pronto para instalar, instalado. Cada trabalho é um cartão que anda da esquerda para a direita. Olhado toda manhã, ele mostra na hora o que está atrasado.

  • Um cartão por trabalho, com paciente, dente, laboratório e prazo
  • Destaque para o que passou do prazo
  • Responsável pela conferência: normalmente a recepção

O custo do laboratório no orçamento

O valor cobrado pelo laboratório é custo direto do procedimento, como material. Ele precisa estar no preço da prótese, junto do tempo de cadeira de todas as sessões (moldagem, prova, ajuste e instalação), não só da instalação.

Registre no prontuário

Cada etapa vai para a evolução do paciente: moldagem, envio, prova, ajustes e instalação, com data, material e cor. Se houver questionamento depois, o registro mostra o que foi feito e quando. Guarde também a ordem de serviço junto da ficha.

Escolhendo e avaliando o laboratório

Além do preço, acompanhe três números por laboratório ao longo dos meses:

  • Prazo cumprido: trabalhos entregues no prazo ÷ total enviado
  • Retrabalho: trabalhos que voltaram para ajuste ÷ total enviado
  • Comunicação: se avisam antes quando vão atrasar

Perguntas frequentes

Como evitar que a prótese atrase com o paciente agendado?

Marque a consulta depois do prazo do laboratório, com folga, e confira na véspera se o trabalho chegou. Se não chegou, remarque com antecedência em vez de descobrir com o paciente na cadeira.

O que deve ter na ordem de serviço do laboratório?

Paciente, dentista e contato, tipo de trabalho, dentes, material, cor, etapa pedida, datas de envio e prazo e observações técnicas.

O custo do laboratório entra no preço da prótese?

Entra, como custo direto, junto do tempo de cadeira de todas as sessões. Depois disso vêm o imposto e a margem.

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