Laboratório de prótese: como controlar pedidos e prazos
A prótese atrasou, o paciente já está na cadeira, e ninguém sabe se o trabalho saiu do laboratório. Quase todo consultório que faz prótese conhece essa cena. O problema raramente é o laboratório: é a falta de controle do que foi enviado, quando volta e em que etapa está. Veja como organizar os pedidos, o que não pode faltar na ordem de serviço e como levar o custo do laboratório para o orçamento.
O fluxo de um trabalho protético
Todo trabalho passa pelas mesmas etapas. Ter essas etapas escritas, e saber em qual delas cada caso está, é metade do controle.
- Moldagem ou escaneamento no consultório
- Ordem de serviço preenchida e enviada com o modelo ou o arquivo
- Confecção no laboratório
- Prova no paciente, quando o trabalho pede
- Ajustes e volta ao laboratório, se necessário
- Instalação e registro no prontuário
A ordem de serviço completa
Ordem de serviço incompleta é a maior causa de retrabalho: o laboratório decide sozinho o que você não escreveu. Use um modelo padrão e não envie sem estes campos.
| Campo | Exemplo |
|---|---|
| Paciente | Nome ou código interno, sem dados clínicos além do necessário |
| Dentista e contato | Nome, CRO e telefone para dúvidas |
| Trabalho | Coroa, prótese parcial, total, protocolo, placa |
| Dentes ou região | Numeração FDI: coroa no 36 |
| Material | Zircônia, dissilicato, metalocerâmica, resina |
| Cor | Escala usada e a cor escolhida, com foto se possível |
| Etapa pedida | Estrutura para prova, trabalho finalizado |
| Data de envio e prazo | Enviado em 21/10, prova em 28/10 |
| Observações | Detalhes anatômicos, contatos, oclusão |
Controle os prazos de trás para frente
O prazo que importa é o da consulta do paciente. Marque a prova ou a instalação depois do prazo combinado com o laboratório, com um dia de folga, e confirme o retorno do trabalho na véspera da consulta.
Um quadro com o que está fora
A forma mais simples de não esquecer trabalho é um quadro com colunas por etapa: enviado, no laboratório, voltou para prova, ajuste, pronto para instalar, instalado. Cada trabalho é um cartão que anda da esquerda para a direita. Olhado toda manhã, ele mostra na hora o que está atrasado.
- Um cartão por trabalho, com paciente, dente, laboratório e prazo
- Destaque para o que passou do prazo
- Responsável pela conferência: normalmente a recepção
O custo do laboratório no orçamento
O valor cobrado pelo laboratório é custo direto do procedimento, como material. Ele precisa estar no preço da prótese, junto do tempo de cadeira de todas as sessões (moldagem, prova, ajuste e instalação), não só da instalação.
Registre no prontuário
Cada etapa vai para a evolução do paciente: moldagem, envio, prova, ajustes e instalação, com data, material e cor. Se houver questionamento depois, o registro mostra o que foi feito e quando. Guarde também a ordem de serviço junto da ficha.
Escolhendo e avaliando o laboratório
Além do preço, acompanhe três números por laboratório ao longo dos meses:
- Prazo cumprido: trabalhos entregues no prazo ÷ total enviado
- Retrabalho: trabalhos que voltaram para ajuste ÷ total enviado
- Comunicação: se avisam antes quando vão atrasar
Perguntas frequentes
Como evitar que a prótese atrase com o paciente agendado?
Marque a consulta depois do prazo do laboratório, com folga, e confira na véspera se o trabalho chegou. Se não chegou, remarque com antecedência em vez de descobrir com o paciente na cadeira.
O que deve ter na ordem de serviço do laboratório?
Paciente, dentista e contato, tipo de trabalho, dentes, material, cor, etapa pedida, datas de envio e prazo e observações técnicas.
O custo do laboratório entra no preço da prótese?
Entra, como custo direto, junto do tempo de cadeira de todas as sessões. Depois disso vêm o imposto e a margem.
