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Como parcelar tratamento odontológico sem cartão de crédito

Equipe Cliniu · Atualizado em · 4 min de leitura

O paciente quer fazer o tratamento, mas não tem limite no cartão para R$ 6.000. Dizer não é perder o caso; parcelar no carnê da clínica sem cuidado é virar banco de quem talvez não pague. Entre os dois extremos há caminhos razoáveis. Este guia compara as quatro formas mais usadas, mostra quanto custa cada uma, como reduzir o risco de inadimplência e o que precisa estar escrito antes da primeira sessão.

Mão segurando um papel com um código de barras
Foto: Unsplash

As quatro formas mais usadas

A pergunta central em cada uma é: quem assume o risco de o paciente não pagar?

Formas de parcelar tratamento sem cartão e quem assume o risco.
FormaComo funcionaCusto para a clínicaQuem assume o risco
Boleto parceladoA clínica emite um boleto por parcela, por banco ou empresa de cobrançaTarifa por boleto pagoA clínica
Carnê ou promissórias própriasParcelas combinadas e pagas no balcão, por Pix ou dinheiroQuase nenhum, além do controleA clínica
Pix parceladoUma empresa de pagamento parcela para o paciente e paga a clínicaTaxa sobre o valorA empresa de pagamento
Financeira de saúdeO paciente faz um crédito e a clínica recebe à vista ou em poucas parcelasTaxa ou desconto sobre o valorA financeira, depois de aprovar o crédito

Quando a clínica assume o risco, a inadimplência vira custo dela. Quando terceiriza o risco, paga uma taxa por isso. Não há opção grátis: há a escolha de onde o custo aparece.

Amarre o parcelamento ao tratamento

A forma mais segura de parcelar sem garantia é fazer o paciente pagar antes do que é feito, e não depois. O tratamento é dividido em etapas, e cada etapa começa com a parcela dela paga.

Entrada que paga o custo

Uma regra prática: a entrada cobre pelo menos o custo direto do tratamento, como laboratório, implante e material caro. Assim, se o paciente desistir, a clínica não paga do próprio bolso pelo que já comprou.

Monte a proposta com a entrada e as parcelas já no orçamento, para o paciente decidir com o valor de cada mês na frente.

Juros, multa e preço a prazo

Algumas regras valem para qualquer parcelamento com paciente, que é consumidor:

  • É permitido ter preço diferente à vista e a prazo, desde que o paciente seja informado antes
  • A multa por atraso em parcelas pagas por consumidor é limitada a 2% pelo Código de Defesa do Consumidor
  • Cobrar juros num parcelamento próprio tem limites legais; se quiser cobrar, alinhe a forma com advogado ou contador
  • O valor total, o número de parcelas e as datas precisam estar no documento que o paciente assina

Na prática, muitos consultórios preferem um preço a prazo um pouco maior que o à vista, informado com clareza, em vez de juros mensais. Fica mais simples de explicar e de cobrar.

O que pôr no contrato

Parcelamento sem documento é promessa de boca. Antes da primeira sessão, deixe assinado:

  • Valor total, entrada, número de parcelas, valor e vencimento de cada uma
  • Forma de pagamento de cada parcela
  • O que acontece em caso de atraso: multa, juros e suspensão das próximas etapas
  • O que acontece se o paciente desistir no meio, com o valor do que já foi feito

Veja um modelo completo em contrato de prestação de serviços odontológicos.

Acompanhe parcela por parcela

O parcelamento só funciona se alguém olha as datas. Na véspera do vencimento, uma mensagem curta lembra o paciente. No dia seguinte ao atraso, outra. Quem acompanha cedo cobra com educação; quem descobre três meses depois já está cobrando dívida.

Perguntas frequentes

Dentista pode parcelar no boleto?

Pode. A clínica emite os boletos por um banco ou empresa de cobrança, paga uma tarifa por boleto e assume o risco de o paciente não pagar.

Posso cobrar juros do paciente que parcela o tratamento?

Há limites legais para juros em parcelamento feito pela própria clínica. Uma saída comum é informar um preço a prazo diferente do à vista. Em caso de dúvida, consulte um advogado.

Qual a multa máxima por atraso de parcela?

Para o paciente, que é consumidor, a multa por atraso fica limitada a 2% do valor da parcela, pelo Código de Defesa do Consumidor.

Este artigo é informativo. Regras de juros, multa e cobrança devem ser confirmadas com um advogado ou contador antes de entrar no contrato.

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