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Resíduos do consultório odontológico: como separar, descartar e fazer o PGRSS

Equipe Cliniu · Atualizado em · 4 min de leitura

Agulha, luva usada, sobra de amálgama, filme de raio-X, papel da recepção: o consultório produz vários tipos de resíduo, e cada um tem um destino diferente. A regra nacional é a RDC 222/2018 da Anvisa, que obriga todo serviço de saúde, inclusive o consultório de um dentista só, a ter um plano de gerenciamento desses resíduos. Este guia explica os grupos, o que vai em cada recipiente, o que é o PGRSS e os comprovantes que a vigilância sanitária costuma pedir.

Caixa laranja de descarte de risco biológico sobre suprimentos médicos
Foto: Unsplash

Os grupos de resíduo

A RDC 222 divide os resíduos de serviços de saúde em cinco grupos. No consultório odontológico, quatro aparecem com frequência.

Grupos de resíduos de serviços de saúde e exemplos no consultório odontológico.
GrupoO que éExemplos no consultórioComo acondicionar
A (infectante)Resíduo com possível presença de agente biológicoGaze e algodão com sangue, luvas e sugadores contaminadosSaco branco leitoso com o símbolo de risco biológico
B (químico)Resíduo com substância química que pode oferecer riscoSobras de amálgama, revelador e fixador de raio-X, medicamentos vencidosRecipiente próprio, identificado, conforme a substância
C (radioativo)Material com radionuclídeoRaro em consultórioSegue norma específica
D (comum)Resíduo sem risco biológico, químico ou radioativoPapel da recepção, embalagens limpas, coposSaco comum, com coleta seletiva quando houver
E (perfurocortante)Objeto que corta ou perfuraAgulhas, lâminas de bisturi, limas endodônticas, tubetes de anestésico quebradosCaixa rígida, resistente a perfuração, identificada

O erro mais comum é misturar: luva limpa no saco infectante aumenta o volume e o custo da coleta; agulha no lixo comum é risco de acidente para quem recolhe.

O que é o PGRSS

O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é o documento que descreve como o consultório lida com cada tipo de resíduo, da geração ao destino final. A RDC 222 exige o plano de todo gerador, independentemente do tamanho.

Ele costuma ser pedido na licença da vigilância sanitária e nas renovações. Veja onde ele entra na abertura em como abrir consultório odontológico.

  • Quais resíduos o consultório gera e em que quantidade aproximada
  • Como cada um é separado e acondicionado no momento do descarte
  • Onde ficam armazenados até a coleta
  • Qual empresa faz a coleta, o transporte e o tratamento de cada grupo
  • Quem é o responsável pelo plano e como a equipe é treinada
  • O que fazer em caso de acidente com perfurocortante

A coleta contratada

Os resíduos dos grupos A, B e E não vão para a coleta comum da prefeitura. O consultório contrata uma empresa licenciada para coletar, transportar e tratar esses resíduos. A coleta pode ser semanal, quinzenal ou mensal, conforme o volume.

A coleta é um custo fixo do mês e entra no cálculo da hora clínica. Veja onde ela pesa em como precificar procedimentos.

Os papéis que a vigilância pede

Os documentos variam por município, mas uma pasta organizada costuma ter:

  1. O PGRSS atualizado e assinado pelo responsável
  2. O contrato com a empresa de coleta de resíduos de saúde
  3. A licença ambiental ou sanitária da empresa coletora
  4. Os comprovantes de coleta de cada retirada
  5. O registro do treinamento da equipe sobre separação e acidentes

Treine quem descarta

Quem separa o resíduo na prática é a ASB e quem faz a limpeza. Um cartaz simples em cada sala, com as cores e os símbolos de cada recipiente, resolve boa parte dos erros. Inclua o assunto no treinamento de quem entra na equipe. Veja as funções de cada um em ASB e TSB: o que podem fazer.

Perguntas frequentes

Consultório pequeno precisa de PGRSS?

Precisa. A RDC 222/2018 da Anvisa exige o plano de todo gerador de resíduos de serviços de saúde, independentemente do tamanho.

Onde descartar agulhas e lâminas no consultório?

Em caixa rígida própria para perfurocortantes (grupo E), identificada, preenchida até o limite indicado e recolhida pela empresa de coleta de resíduos de saúde.

Sobra de amálgama vai em qual lixo?

É resíduo químico (grupo B), por causa do mercúrio. Fica em recipiente próprio, fechado e identificado, e segue para a coleta especializada.

Este artigo é informativo. Exigências da vigilância sanitária e regras de licenciamento variam por estado e município: confirme com a vigilância local e com a empresa de coleta.

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