Qual o melhor regime tributário para dentista
Dentista pode pagar imposto de jeitos bem diferentes, e a diferença no fim do ano costuma ser grande. Não existe regime melhor para todos: existe o melhor para o seu faturamento e a sua estrutura. Este artigo explica as opções para você chegar ao contador sabendo o que perguntar.
Pessoa física: carnê-leão
Quem atende como autônomo declara o que recebe de pacientes pelo carnê-leão, todo mês, e paga imposto de renda pela tabela progressiva. Também contribui para o INSS como contribuinte individual e paga o ISS da prefeitura.
É o caminho mais simples para quem está começando e fatura pouco. Conforme a renda sobe, a tabela progressiva pesa, e a conta costuma virar a favor da empresa.
Simples Nacional e o fator R
No Simples Nacional os impostos saem numa guia só, calculada sobre o faturamento. Serviço odontológico pode cair em duas tabelas, o Anexo III ou o Anexo V, e quem decide é o fator R.
O fator R é a folha de pagamento dos últimos 12 meses, pró-labore incluído, dividida pelo faturamento do mesmo período. Quando chega a 28% ou mais, a empresa vai para o Anexo III, que tem alíquotas menores. Abaixo disso, vai para o Anexo V. Por isso muitos contadores ajustam o pró-labore do dentista para alcançar os 28%.
Lucro presumido
No lucro presumido, a Receita parte de uma margem de lucro fixa definida em lei para calcular o imposto, sem olhar o lucro real. Pode valer a pena para clínicas maiores, com faturamento alto e pouca folha de pagamento. Os impostos são pagos em guias separadas, e a contabilidade é um pouco mais trabalhosa.
O que levar ao contador
A simulação só fica boa com número de verdade. Antes da conversa, junte:
- Faturamento dos últimos 12 meses, mês a mês
- Previsão de faturamento para o próximo ano
- Folha de pagamento: funcionários e o pró-labore pretendido
- Despesas fixas do consultório
- Se você atende convênio, e quanto da receita vem dele
E a reforma tributária?
A reforma do consumo começa a valer em etapas a partir de 2026, com a troca gradual de tributos como o ISS por novos impostos. A transição é longa e as regras de detalhe ainda estão saindo. Vale perguntar ao contador, todo ano, se o regime escolhido continua sendo o melhor.
Este artigo é informativo e não substitui a análise de um contador. Alíquotas, faixas e regras mudam com a legislação.
